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30/03/2017 • 12:03

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Tratamento no HUCFF beneficia pacientes com hemofilia do Brasil e exterior

Referência no tratamento para pacientes com hemofilia, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) inaugura, no dia 18 de abril, novas instalações destinadas a receber os pacientes que são encaminhados dos centros de hemofilia de todo o país. Na mesma semana, dia 17, é comemorado o Dia Mundial da Hemofilia. Além disso, em abril completa-se 14 anos que a hematologista Sylvia Thomas, que coordena o Grupo de Radiossinoviortese do HUCFF, deu início à prática desse tratamento no Brasil. A presidente da Federação Brasileira de Hemofilia, Marianna Leme Battazza Freire, confirmou a presença no evento.

As novas instalações trarão mais conforto aos pacientes e familiares, além de contribuir com o trabalho dos profissionais dedicados ao tema. “Em ambiente bonito, nossos pacientes, majoritariamente crianças, se sentem mais acolhidos. Em vez de uma sala cinza, teremos um local mais adequado para o público infanto-juvenil, com uma cara mais alegre e com uma mensagem de esperança. Além disso, os profissionais também se sentem mais valorizados trabalhando em um lugar com melhor estrutura”, explica Sylvia.

Segundo a hematologista, o Brasil tem o maior número de casos documentados do tratamento na hemofilia, o que nos torna referência internacional. “Enquanto temos mais 1300 casos, a Espanha, que é o segundo que mais realiza o tratamento com hemofílicos, tem 500. Nosso grupo de pesquisa multidisciplinar tem participado de eventos no Brasil e no mundo. Como o tratamento é pouco invasivo e efetivo (cerca de 80% de sucesso), queremos treinar outros profissionais aqui e lá fora para expandir o procedimento”, ressalta.

A médica, que é pioneira na utilização da técnica no Brasil, também tem um filho com hemofilia. “Inicialmente, em 2003, oferecíamos a radiossinoviortese no Mato Grosso, por meio de um projeto de cooperação técnica entre o governo do estado, a clínica de medicina nuclear IMN e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, IPEN. Em 2008, com o término do convênio, ficamos sem ter como atender essa clientela. O mestrado no IPPMG e doutorado na Medicina Nuclear da UFRJ possibilitaram continuar as pesquisas e logo a assistência aos pacientes“, lembra a médica.”Agradeço ao apoio irrestrito da direção do HUCFF, do Departamento de Radiologia, do chefe da medicina nuclear, da Faculdade de Medicina e dos meus orientadores por manter aberta essa porta”, completa. Ela ressalta ainda que o mérito é do grupo de 15 profissionais brilhantes e empolgados, que se uniu para estudar e aprimorar a técnica.

Sobre a doença e o tratamento:
A hemofilia é uma doença rara que atinge 12 mil pessoas no país e acarreta em dificuldade na coagulação sanguínea. É frequente que os pacientes apresentem sangramentos nas articulações que, caso não sejam tratados rapidamente, com os fatores de coagulação, podem levar a lesões permanentes e deformidades nesses locais. A radiossinoviortese consiste em remover a área que provoca os sangramentos presente nessas articulações, através da injeção de um radiofármaco, e resulta na diminuição das hemorragias, da dor e dos edemas característicos.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF)

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