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Publicações HEMOPHILIA DAILY- Versão Traduzida por Juliano T. Martins Confira a versão traduzida do artigo da WFH, HEMOPHILIA DAILY Changing the history of hemophilia Tuesday, June 3, 2008 Yildirim Celik Fonte: FBH 21.07.2008 Clique aqui para fazer o download Hepatite C A hepatite C é causada por um vírus denominado VHC (vírus da hepatite C). Esse vírus foi identificado apenas em 1989. Essa descoberta permitiu o desenvolvimento de testes para identificar anticorpos específicos. Em 1990, um teste do anticorpo do VHC ficou disponível, aumentando assim a segurança para quem recebesse sangue ou transplante de órgãos. O VHC está largamente distribuído pelo mundo. Atinge hoje, cerca de 170 milhões de pessoas, sendo 3,2 milhões somente no Brasil. A hepatite C é um problema significativo de saúde pública por causa do grande número de casos que evoluem para cronicidade (80% das pessoas infectadas pelo VHC). Os sintomas agudos são geralmente leves ou ausentes, o que dificulta e atrasa o diagnóstico dessa doença. A hepatite C é menos freqüente do que a do tipo B, com sintomas agudos geralmente leves ou ausentes, mas com elevada taxa de evolução para casos crônicos (80% dos casos). PREVALÊNCIA DA HEPATITE C Alguns estudos sugerem que há diferenças na incidência conforme o sexo e a idade do paciente. Assim como a hepatite B, a hepatite C é mais freqüente nos homens do que nas mulheres, e a incidência é 1 a 2 vezes maior após os 50 anos de idade. Outro dado importante é a distribuição geográfica quanto aos genótipos do vírus. Os genótipos, que são os subtipos do vírus, são considerados fatores importantes na resposta ao tratamento e podem ser classificados em: 1a, 1b, 2a, 2b, 3, 4, 5a, 6a. Alguns genótipos têm distribuição em todo o mundo (1a, 1b, 2a, 2b), enquanto outros são somente encontrados em regiões específicas (5a e 6a). No Brasil, encontramos os genótipos 1a, 1b, 2a, 2b e 3, com predomínio do genótipo 1 sobre os genótipos não-1 (60% e 40% respectivamente). O genótipo 1 tende a responder pior ao tratamento que os demais (genótipos não-1). TRANSMISSÃO O VHC é transmitido com menor facilidade do que o VHB porque: Esse vírus, em geral, não sobrevive por longos períodos fora do organismo hospedeiro. A via de transmissão mais importante do VHC é o contato de sangue e das secreções que contêm o vírus (sangue contaminado) com o sangue do indivíduo sadio (via parenteral); Os níveis do VHC no sangue e em outros fluidos orgânicos são menores do que os níveis alcançados pelo VHB e portanto, os pacientes com hepatite crônica C são bem menos infectantes do que os pacientes com hepatite B, provavelmente devido à quantidade de vírus no sangue ser mais baixa. FORMAS DE TRANSMISSÃO DO VHC - Sangue e derivados do sangue contaminados (comum em hemofílicos e pessoas que necessitam de transfusões freqüentes); - Uso de drogas intravenosas (contaminação pela seringa compartilhada); - Relação sexual (raro, porque os níveis do vírus nas secreções são baixos); - Manipulação de material contaminado por profissionais de saúde; - Cortes e ferimentos (raro); - Hemodiálise (pelo compartilhamento de materiais contaminados); - Transmissão na gestação ou parto; - Outras vias não determinadas. SINTOMAS DA HEPATITE C Os sintomas da fase aguda da infecção pelo VHC são leves ou ausentes; assim, a infecção raramente é diagnosticada na sua fase aguda. Os sintomas da infecção crônica também são leves, pelo menos no início; assim, a infecção pelo VHC muitas vezes é diagnosticada apenas acidentalmente durante exames de sangue de rotina ou nos exames de triagem para doação de sangue. Cerca de 2/3 dos pacientes com a infecção aguda não apresentam sintomas. Quando acontecem, esses podem ser letargia ("moleza", fadiga) , anorexia (falta de apetite) e náuseas. Na fase crônica, pode haver fadiga, um mal-estar semelhante ao da gripe (síndrome da gripe), dores musculares, perda do apetite, náuseas e febre, com maior intensidade nos idosos e naqueles que têm o sistema imunológico mais debilitado (imunossuprimidos). A infecção pelo VHC pode ser diagnosticada durante exames de sangue de rotina ou exames de triagem em bancos de sangue, uma vez que 2/3 dos pacientes com a infecção aguda não apresentam sintomas. EVOLUÇÃO CLÍNICA A hepatite C é uma doença de evolução lenta, com várias conseqüências possíveis: Pacientes que não apresentam sintomas (assintomáticos) Cerca de 70% a 90% dos pacientes com hepatite crônica C não apresentam sintomas. Se ocorrem sintomas, são geralmente leves, mas podem ser mais severos em pacientes mais idosos ou naqueles que têm o sistema imunológico mais debilitado. Assim, a doença pode levar muitos anos, após a infecção inicial, para ser diagnosticada. Infecção aguda Há um período de incubação, que varia de 2 semanas a 6 meses. Nesse intervalo, a infecção pelo vírus C pode se manifestar de dois modos: através de sintomas clínicos ou por alterações dos exames de sangue, geralmente pelos aumentos das enzimas do fígado. Na maior parte dos casos, os pacientes não apresentam nenhum sintoma (assintomáticos). Quando presentes, os sintomas são parecidos com os sintomas da hepatite B, já citados anteriormente. O período de incubação, entre a exposição ao vírus e a instalação da doença, varia de 2 semanas a 6 meses. Caso a contaminação tenha ocorrido através de transfusão de sangue, o período médio de incubação é de 6 a 8 semanas. Quanto maior a quantidade de sangue contaminado recebida, maior a carga de vírus transportada. É por isso que, quando a exposição ao vírus ocorre por causa de uma tranfusão de sangue, o período de incubação tende a ser menor, visto que a carga viral é alta. Infecção crônica A progressão da doença da forma aguda para a forma crônica é bem mais freqüente nos pacientes com hepatite C (até 75%-80%) do que com hepatite B (10%). A infecção crônica pode provocar lesões no fígado por dois meios diferentes: • Pela agressão direta do vírus da hepatite C contra as células do fígado (ação citopática). • Pela reação inflamatória provocada pelo ataque do sistema de defesa do paciente ao vírus, o que acaba gerando destruição de células do fígado, já que é nesse órgão que o vírus se instala. Fatores que aumentam a predisposição para hepatite crônica C - Duração prolongada da infecção; - Idade avançada na época da infecção; - Alto consumo de álcool; - Infecção pelo VHC do subtipo 1b; - Infecção conjunta com VHB ou HIV. Aproximadamente 20% dos pacientes com doença crônica progridem para a cirrose, 20 a 25 anos após a infecção inicial. A cirrose é uma complicação grave. Cerca de 10% a 20% dos pacientes com cirrose evoluem para o câncer de fígado em um período médio de 10 anos. Esse tipo de câncer é muito difícil de ser tratado. Aproximadamente 20% dos pacientes que desenvolvem hepatite crônica por vírus C progridem para a cirrose hepática. Isso leva, em média, 20 a 25 anos para ocorrer, após a infecção inicial. Referências Bibliográficas: 1. Organização Mundial de Saúde 2. FOCACCIA, Roberto. Hepatites virais. 1.ed. São Paulo. Atheneu, 1997. 3. Hoofnage JH. Hepatitis C: the clinical spectrum of disease. Hepatology, 1997 26 (3 suppl 1): 15s - 20s. Fonte: 26.04.2007 Clique aqui para fazer o download Hepatite C: um mal silencioso Transmitida pelo contato com sangue contaminado, a doença pode levar 20 anos para manifestar sua forma mais grave. Um em cada 40 brasileiros tem hepatite C, doença que em sua forma crônica pode evoluir para a cirrose hepática e, até mesmo, o câncer no fígado. Estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que o Brasil tem cerca de quatro milhões de portadores do HCV, vírus causador da moléstia. São pessoas como a psicóloga Lúcia Mastrangelo, que se descobriu infectada pelo vírus em 1997, 22 anos após sua provável contaminação. "Tive uma hepatite em 1975, diagnosticada como tipo B. Mais de 20 anos depois, fiz uma bateria de exames para iniciar uma dieta. O médico estranhou os resultados obtidos e pediu novos testes. Só então fiquei sabendo que era portadora do HCV", conta Lúcia. A demora no diagnóstico é comum na hepatite C, pois a infecção inicial pode passar como uma virose comum, com sintomas como febre e mal estar. Apenas quando o paciente apresenta icterícia (pele e olhos amarelados) e colúria (urina escura), sinais clássicos de hepatite, é que se dá conta da gravidade da doença. Na infecção por HCV, o perigo é maior. Enquanto a hepatite B desenvolve sua forma crônica e mais grave em cerca de 10% dos pacientes, a C cronifica em até 85% dos casos. Segundo o médico da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) da Fiocruz Antônio Sérgio da Fonseca, um terço dos doentes crônicos desenvolvem formas mais graves, que podem levar à morte. De acordo com ele, a cura é obtida em apenas 30% dos casos e ainda não existe vacina contra a doença. "Entretanto, é uma moléstia de evolução lenta. Você pode levar 20 anos até desenvolver as formas mais graves, por isso muitos casos estão aparecendo agora. Muitas pessoas morrem de velhice antes de sentirem os primeiros sinais de cirrose hepática", afirma o médico. Fonseca explica que a transmissão do HCV ainda não está muito clara para a ciência, mas sabe-se que se dá principalmente pelo contato direto com sangue, por meio de transfusão, compartilhamento de agulhas e uso de objetos cirúrgicos não esterilizados, por exemplo. As principais vítimas inicialmente foram hemofílicos, pacientes renais crônicos que faziam hemodiálise e pessoas que receberam transfusões de sangue. A partir de 1993, com a introdução obrigatória dos primeiros testes de detecção nos hemocentros, os usuários de drogas injetáveis passaram a ser os mais afetados pela doença. "Todos aqueles que receberam transfusões de sangue antes desse período podem ser portadores do vírus", alerta Fonseca. De acordo com ele, a transmissão vertical, de mãe para o feto, é rara, assim como o contágio por via sexual, mais freqüente nos casos de co-infecção com o HIV, vírus causador da Aids. A infecção por HCV pode ser evitada com a esterilização adequada de material cirúrgico, o uso de seringas descartáveis e preservativos e a realização de testes anti-HCV para triagem de doadores em bancos de sangue. É recomendado ainda não compartilhar escova de dente, aparelhos de barbear e outros objetos que possam conter sangue. Os equipamentos usados para fazer tatuagem e piercing também podem transmitir a doença. Tratamento árduo e caro Além de apresentar, em média, apenas 30% de chances de sucesso, o tratamento da hepatite C é caro, complicado e incômodo. Feito à base de Interferon e Ribavirina, pode durar cerca de um ano. Nesse período, são comuns efeitos colaterais como enjôo, vômito, perda de peso, dores nas articulações, irritabilidade e depressão. Segundo o presidente do Grupo Otimismo, entidade de apoio aos portadores da doença, Carlos Varaldo, esses sintomas obrigam muitos pacientes a parar o tratamento. "A reação pode ser muito ruim. Dependendo do impacto dos efeitos colaterais, o estado de saúde e a idade do paciente, é melhor suspender a medicação", confirma o médico Antônio Sérgio da Fonseca. O alto custo é outro fator que dificulta o tratamento. Embora a Ribavirina seja produzida no Brasil, o Interferon não é - seu preço pode chegar a R$ 1.033,92 por dose. O tratamento completo custa R$ 5 mil por mês é oferecido gratuitamente. Apesar disso, Varaldo confia na melhora da situação dos portadores do HCV a partir do próximo ano. "O Ministério da Saúde já se comprometeu a usar os Centros de Testagem Anônima de Aids (CTAs) para oferecer exames de hepatite B e C. Ao lado disso, há a possibilidade de laboratórios brasileiros produzirem Interferon a partir de um acordo de transferência de tecnologia firmado recentemente com o governo cubano. Acho que 2004 será um ano de conquistas para quem tem hepatite C", comemora Varaldo, que se curou em 1997. Fonte: Pedro Sloboda 26.04.2007 Clique aqui para fazer o download Hepatites: tipos e tratamento Hepatite é qualquer inflamação do fígado. Pode ser causada por infecções (vírus, bactérias), álcool, medicamentos, drogas, doenças hereditárias (depósitos anormais de ferro, cobre) e doenças autoimunes. Como se adquire? Existem vários tipos de hepatite e a causa difere conforme o tipo. Hepatite Viral A: via fecal-oral, ou seja, fezes de pacientes contaminam a água de consumo e os alimentos quando há condições sanitárias insatisfatórias Hepatite Viral B: as relações sexuais e a injeção de drogas ilícitas são as principais preocupações atuais. A aquisição pela transfusão sanguínea e derivados deixou de ser o principal motivo, desde a implantação dos rigorosos cuidados vigentes nos bancos de sangue e a extinção de pagamento a doadores. O bebê pode adquirir hepatite na hora do parto quando a mãe tiver o vírus Hepatite Viral C: a transfusão de sangue e derivados, a injeção de drogas ilícitas, o contato desprotegido com sangue ou secreções contaminadas são as principais vias. Ocorrem casos de transmissão mãe-bebê na hora do parto. Suspeita-se da via sexual e da aspiração nasal de drogas para explicar uma parte dos 20 a 30% de casos nos quais não se conhece a forma de contaminação. Hepatite Viral D: é um vírus que só causa doença na presença do vírus da hepatite B. Sua forma de transmissão é a mesma do vírus B Hepatite Viral E: fecal-oral, igual à hepatite A. É mais descrita em locais subdesenvolvidos após temporadas de enchentes Álcool: uso abusivo de qualquer tipo de bebida alcoólica. A quantidade que causa doença hepática é variável de pessoa para pessoa, sendo necessário, em média, menor dose para causar doença em mulheres do que em homens. A dose de alto risco é de 80g de álcool por dia, o que equivale a 5-8 doses de uísque (240 ml), pouco menos de 1 garrafa e meia de vinho (800 ml) ou 2 litros de cerveja. Quanto maior o tempo de ingestão (anos), maior é o risco de hepatite alcoólica e cirrose. Certas pessoas podem adoecer mesmo com doses e tempo bem menores do que a média acima mencionada Medicamentosa: vários remédios de uso clínico podem causar hepatite em indivíduos suscetíveis. Não se pode prever quem terá hepatite por determinada droga, porém, indivíduos que já têm outras formas de doença do fígado correm maior risco. Alguns medicamentos relacionados com hepatite são: paracetamol (Tylenol®, Dôrico®); antibióticos e antifúngicos como a eritromicina, tetraciclina, sulfas, cetoconazol e nitrofurantoína; anabolizantes (hormônios usados para melhorar o desempenho físico - dopping); drogas antipsicóticas e calmantes, como por exemplo, a clorpromazina (Amplictil®), amiodarona (antiarrítmico), metildopa (Aldomet® - anti-hipertensivo) e antituberculosos. Anticoncepcionais orais (pílula) também são ocasionalmente mencionados Autoimune: algumas doenças fazem com que as substâncias de defesa do próprio indivíduo (anticorpos) causem inflamação e dano ao fígado. Não se sabe porque isso acontece Hepatites por causas hereditárias: doenças como a hemocromatose e a doença de Wilson levam ao acúmulo de ferro e cobre, respectivamente, no fígado, causando hepatite Esteatohepatite não alcoólica (esteatose hepática, fígado gorduroso): é o acúmulo de gordura no fígado. Ocorre em diversas situações independentes do consumo de álcool, como obesidade, desnutrição, nutrição endovenosa prolongada, diabete melito, alterações das gorduras sanguíneas (colesterol ou triglicerídeos altos) e alguns remédios. O que se sente e como se desenvolve? No caso das hepatites infecciosas, há um período sem sintomas, chamado de incubação. A duração dessa fase depende do agente causador. Depois, aparecem sintomas semelhantes, por exemplo, a uma gripe, com febre, dores articulares (nas juntas) e de cabeça, náuseas (enjôo), vômitos, falta de apetite e de forças. É comum que a melhora dessas queixas gerais dê lugar ao aparecimento dos sintomas típicos da doença, que são a coloração amarelada da pele e mucosas (icterícia), urina escura (cor de Coca-Cola) e fezes claras. Pode-se notar o aumento do tamanho do fígado, com dor quando se palpa a região abaixo das costelas do lado direito. A duração dessa fase varia de 1 até 4 meses. De forma geral, a hepatite A costuma ter evolução benigna, não deixando seqüelas. A hepatite B torna-se crônica em até 5% dos casos e a hepatite C em mais de 80%. Dos indivíduos com hepatite B crônica, 25 a 40% evoluem para cirrose e/ou câncer de fígado, enquanto que na hepatite crônica C, isso ocorre em cerca de 20%. A hepatite D piora a evolução da hepatite B por estar associado a formas fatais. A hepatite E é geralmente benigna, exceto nas gestantes, nas quais há maior risco de formas graves levando a óbito materno e fetal. A hepatite alcoólica, assim como as medicamentosas e autoimunes, pode evoluir para cronicidade e cirrose se a exposição ao agente causador persistir. A hemocromatose pode evoluir, com o passar dos anos, para a cirrose e o câncer de fígado. A doença de Wilson quando não tratada, pode evoluir para cirrose, degeneração cerebral e óbito. Como o médico faz o diagnóstico? O médico, além da história e do exame clínico, pode testar sua hipótese diagnóstica de hepatite, principalmente, através de exames de sangue. Entre esses, há os chamados marcadores de hepatites virais e autoimunes. Outros testes mostram a fase e gravidade da doença. Em alguns casos, poderá ser necessária uma biópsia hepática (retirada de um pequeno fragmento do fígado com uma agulha) para que, ao microscópio, se possa descobrir a causa. Como se trata? Para as hepatites agudas causadas por vírus não há tratamento específico, à exceção dos poucos casos de hepatite C descobertos na fase aguda, na qual o tratamento específico pode prevenir a evolução para a doença crônica. O repouso total prolongado e a restrição de certos tipos de alimentos, nas hepatites, não ajudam na recuperação do doente e também não diminuem a gravidade da doença. De forma geral, recomenda-se repouso relativo conforme a capacidade e bem-estar do paciente, bem como alimentação de acordo com a tolerância. Excepcionalmente, é necessária a administração de líquidos endovenosos. Bebidas alcoólicas são proibidas até algum tempo após a normalização dos exames de sangue. Remédios só devem ser usados com específica liberação do médico para evitar o uso daqueles que possam piorar a hepatite. Na hepatite autoimune, quando diagnosticada pelo médico, o uso de corticóides (assemelhados da cortisona) estão indicados e modificam favoravelmente o curso da doença. As hepatites por álcool e por drogas são tratadas basicamente com o afastamento das substâncias lesivas. Além disso, com medidas de suporte, como hidratação, nutrição e combate aos sintomas da abstinência ao álcool ou drogas. Quando a doença é por acúmulo de ferro ou cobre, faz-se uma dieta pobre nesses minerais. Sangrias programadas na hemocromatose e a penicilamina, na doença de Wilson, são os tratamentos principais. Como se previne? As hepatites A e B podem ser prevenidas pelo uso de vacina. Para prevenção da hepatite A é importante o uso de água tratada ou fervida, além de seguir recomendações quanto à proibição de banhos em locais com água contaminada e o uso de desinfetantes em piscinas. A hepatite B também é prevenida da mesma forma que a AIDS, ou seja, usando preservativo nas relações sexuais e não tendo contato com sangue ou secreções de pessoas contaminadas (transfusões de sangue, uso de agulhas e seringas descartáveis não reutilizadas). A hepatite C é prevenida da mesma forma, porém o risco de contágio sexual não está bem estabelecido. Trabalhadores da área da saúde (médicos, enfermeiros) devem usar luvas, óculos de proteção e máscara sempre que houver possibilidade de contato (ou respingos) de sangue ou secreções contaminadas com vírus da hepatite B ou C com mucosas ou com lesões de pele. A hepatite alcoólica ocorre pela ingestão repetitiva de grandes quantidades de bebida, sendo o consumo moderado a melhor forma de evitá-la. As quantidades lesivas são as mencionadas acima, cabendo destacar que para certas pessoas doses bem menores podem deixá-las doentes. Pessoas que "agüentam" maiores quantidades de álcool antes de ficarem bêbadas, estão igualmente arriscadas à doença grave. Indivíduos com outras doenças hepáticas sofrem mais facilmente de hepatite alcoólica. Não se conhecem até hoje formas de prevenção da hepatite autoimune. Tampouco sabe-se prever os indivíduos que terão hepatite com uso de certos remédios que não fazem mal para a maioria das pessoas. Perguntas que você pode fazer ao seu médico - Qual o tipo de hepatite que eu tenho? - Como se pega? Há risco para as pessoas que vivem perto de mim? - Quanto tempo vou levar para ficar bom? - Essa doença tem cura ou vou ficar com hepatite crônica? - O tratamento com remédios é necessário? - O remédio funciona em todos? - Quais os efeitos adversos (colaterais) do tratamento? - Há risco de cirrose? E de câncer? - Existe vacina para hepatite? Adiantaria eu ou as pessoas próximas a mim fazerem agora? Fonte: 01.07.2004 Clique aqui para fazer o download Informações sobre terapia gênica em humanos O que é terapia gênica na hemofilia? A terapia gênica é uma maneira de tratar as doenças que propões que algumas doenças como a hemofilia seja tratada com o próprio gene das pessoas normais. Os genes funcionam como “receitas” para a produção de todos os componentes que precisamos para que nossos corpos funcionem adequadamente. Em pacientes com hemofilia, defeitos no gene do fator VIII ou IX impedem que o corpo produza estes fatores. A idéia da terapia gênica seria que ao invés de dar ao paciente o fator pronto, o paciente receberia o gene do fator VIII ou IX normal, e a partir daí passaria a produzir seu próprio fator. A vantagem deste tratamento é que o corpo voltaria a produzir regularmente estes fatores, sem a necessidade de injeções periódicas. Faça o download agora para maiores informções. Fonte: Comitê Médico FBH 04.05.2009 Clique aqui para fazer o download Mais publicações : 1 2 3 4 5 6 |
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